METRO ARQUITETOS ASSOCIADOS

biografia
O Metro Arquitetos Associados, fundado em 2000, em São Paulo, por Martin Corullon, insere-se em um momento de rearticulação do debate disciplinar no Brasil, sobretudo no que diz respeito à indissociável relação entre arquitetura e cidade. Ao longo de sua trajetória, o escritório se constitui como um coletivo, incorporando diferentes arquitetos, entre eles Gustavo Cedroni, cuja presença se torna central na consolidação da prática. Juntos, os arquitetos constroem sua prática a partir de uma proximidade crítica com a tradição paulista, evidenciada nas colaborações com Paulo Mendes da Rocha, nas quais já se delineia uma lógica projetual baseada na síntese entre estrutura, espaço e território. Em exemplos como Cais das Artes e Galeria Leme, os projetos revelam um campo comum de investigação, no qual a obra se afirma como instrumento de organização do espaço coletivo.
Martin Corullon, arquiteto e urbanista formado e mestre pela FAU-USP, fundou o escritório em 2000. Desde 1994, colabora com o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, participando de projetos de grande porte como o Cais das Artes, em Vitória. Entre 2008 e 2009 trabalhou no escritório Foster + Partners, em Londres e foi eleito membro do conselho de arquitetura e urbanismo, CAU/SP para os anos de 2018 a 2020.

Gustavo Cedroni, formado pela FAAP, trabalhou com Pedro Paulo de Melo Saraiva e Eduardo Colonelli antes de ingressar no Metro em 2002, tornando-se sócio em 2007. Participou da Bienal de Arquitetura de Veneza em 2006 e, em 2012, trabalhou no escritório OMA, de Rem Koolhaas, em Nova York, trazendo consigo uma ampliação do repertório disciplinar. No entanto, essa aproximação não se traduz em adesão formal, mas em uma incorporação crítica de procedimentos, particularmente no entendimento do projeto como articulação de sistemas complexos, programas híbridos e dinâmicas urbanas.

É nesse ponto que a prática do Metro se afirma com maior precisão: ao operar entre referências aparentemente distintas, a tradição construtiva paulista e o pensamento metropolitano contemporâneo, o escritório evita tanto a repetição quanto o gesto autoral excessivo. Seus projetos tendem a emergir das condições específicas de cada situação, organizando-se a partir de estruturas claras, capazes de suportar usos diversos e, ao mesmo tempo, estabelecer relações diretas com o espaço público. A materialidade, frequentemente tratada de modo direto, não busca representação, mas evidencia processos, reforçando a compreensão do edifício como parte de uma lógica mais ampla.
Essa atuação, que transita entre diferentes escalas — do objeto à infraestrutura —, revela um entendimento consistente da arquitetura como campo ampliado, no qual edifício, cidade e paisagem operam de forma contínua. Mais do que responder a programas, os projetos do Metro Arquitetos Associados constroem suportes abertos, capazes de absorver transformações e intensificar a vida coletiva. Nesse sentido, sua produção não apenas consolida uma identidade própria, mas reafirma uma posição disciplinar em que a arquitetura se coloca como mediação ativa entre técnica e sociedade.
Os projetos do Metro Arquitetos Associados costumam apresentar uma arquitetura estruturalmente explícita, na qual a materialidade assume papel central na experiência espacial. O uso recorrente de concreto aparente, aço, vidro e elementos industriais evidencia uma preocupação com a honestidade construtiva e com a leitura clara dos sistemas estruturais e técnicos do edifício. O escritório articula tecnologia e infraestrutura de forma com que instalações, circulações e soluções técnicas não sejam ocultadas, mas sim incorporadas na expressão do projeto. Há também uma forte atenção à flexibilidade dos espaços e à relação entre edifício e cidade, especialmente em projetos culturais e institucionais, nos quais a arquitetura busca criar espaços permeáveis e adaptáveis a diferentes usos. Essa abordagem aproxima o trabalho do escritório da tradição paulista contemporânea influenciada por arquitetos como Paulo Mendes da Rocha, mas interpretada por meio de uma linguagem conectada às demandas urbanas atuais.
Lista de projetos
2001
Projeto a.p. - São Paulo, SP - Colaboração com Paulo Mendes da Rocha
2003
Casa Ubatuba - Ubatuba, SP (estudo) - Colaboração com Paulo Mendes da Rocha
2004
Bairro Novo - São Paulo, SP (concurso)
2005
MNBA, museu nacional de belas artes - Rio de Janeiro, RJ (estudo) - Colaboração com Paulo Mendes da Rocha
2006
Escola E. Mario Lago - São Paulo, SP
Estúdio Leme - São Paulo, SP
Hangares da Gol - Confins, MG

2009
Casa r.c.m. - São Paulo, SP (estudo)
2010
MAM Santos - Santos, SP (estudo) - Colaboração com Paulo Mendes da Rocha
2011
Fábrica Nestlé, percurso de visitação - São Paulo, SP
Cais das Artes - Vitória, ES - Intervenção em projeto de autoria de Paulo Mendes da Rocha
Espaço Itaú de Cinema - São Paulo, SP
EMEF Elísio Teixeira Leite - São Paulo, SP (estudo)
2012
Serpentine Pavilion - Londres, Inglaterra (estudo) - Colaboração com Paulo Mendes da Rocha
Expografia 30a bienal - São Paulo, SP
Galeria Leme - São Paulo, SP

Imaflora - Piracicaba, SP
Casa LP - São Paulo, SP
São Paulo, SP - (estudo)
Centro de Conferências, gabão - São Paulo, SP (concurso)
2013
RPJ Multiuso - São Paulo, SP (estudo)
Antel arena - Montevideo, Uruguai (concurso)
Pavilhão - São Paulo, SP (construído)
Axel Springer - Berlim, Alemanha (concurso)
2014
Aesop - São Paulo, SP
Ladeira da Barroquinha - Salvador, BA

Centro Aberto - São Paulo, SP
Anexo Bndes - Rio de Janeiro, RJ (concurso)
Apartamento j.a. - São Paulo, SP
Ita Auditório - São José dos Campos, SP (estudo)
2015
Expografia arte brasileira, sec. XX - São Paulo, SP
Expografia rodhia - São Paulo, SP
Claudia Andujar, ims - Rio de Janeiro, RJ
Casa Triângulo - São Paulo, SP
Masp expografias - São Paulo, SP
Cavaletes de Cristal, masp - São Paulo, SP
Casa b.n. - São Paulo, SP
Terra Comunal – marina abramović + mai - São Paulo, SP
Museum of 20th century - Berlin (estudo)
Expografia arte italiana - São Paulo, SP
Expografia leon ferrari - São Paulo, SP
2016
Expografia portinari - São Paulo, SP
Refettorio Gastromotiva - Rio de Janeiro, RJ
Mirada Santos - Santos, SP
Metro objetos, ladrilhos - São Paulo, SP
Habitado - São Paulo, SP
Mauro Restiffe
2017
JL madeira - São Paulo, SP
Masp expografias - São Paulo, SP
Insper - São Paulo, SP
Aesop- Miami
Instituto Tecnológico de Aeronáutica - São José dos Campos
Projeto Mirim - São Paulo, SP (estudo)
Parque Augusta - São Paulo, SP
Mauro Restiffe, pinacoteca - São Paulo, SP
CC estúdio - São Paulo, SP
Apartamento JK- São Paulo, SP

Torre do Jockey - São Paulo, SP (estudo)
2018
Natura - São Paulo, SP (adaptável a outras lojas do Brasil)
Ocupação Paulo Mendes da Rocha - São Paulo, SP
2019
Bienal de Arquitetura - São Paulo, SP
Workshop usina fadu - Montevidéo (estudo)
Metro objetos - São Paulo, SP
47 artesãos, japan house - São Paulo, SP
2020
Grupo Accor - São Paulo, SP
Tomo Koizumi, japan house - São Paulo, SP
Metro objetos, cerâmicas - São Paulo, SP
Metro objetos, cabideiros de parede - São Paulo, SP
Anexo Ibiúna - Ibiúna, SP
Ocupa a rua - São Paulo, SP
Sunika - São Paulo, SP
Metro objetos e +55 design - São Paulo, SP
2021
Instituto Inhotim, galeria lago - Brumadinho,MG
Masterplan instituto francisco brennand - Recife, PE (em andamento)
Biblioteca, escritório e ateliê – giovanni bianco - São Paulo, SP
Casa Munhoz - Minas Gerais (em andamento)
"Embalagens: Designs Contemporâneos do Japão" - São Paulo, SP
2022
Casa cor, oficina francisco brennand - São Paulo, SP
Metro objetos, linha caibro - São Paulo, SP
A lua busca la sombra - São Paulo, SP
2023
Casa Vivo - São Paulo, SP
Expo Osaka - Osaka (concurso)

Sítio Divino - São Paulo, SP (estudo)
2024 MASP Pietro Maria Bardi - São Paulo, SP
Edifício Renata - São Paulo, SP
Edifício Tânia - São Paulo, SP (em andamento)
Edifício Haddock 167 - São Paulo, SP (em andamento)
Casa Ies - Sapucaí Mirim, SP (estudo)
IOA – rio pinheiros - São Paulo, SP (em andamento)
Edifício margarida - São Paulo, SP (em andamento)
Basílio 177 - São Paulo, SP (em andamento)
Casa aberta - Rio Grande do Sul (em andamento)
Tiffany & Co. - São Paulo, SP
Cais das artes
fICHA TÉCNica:
Arquitetos: Paulo Mendes da Rocha e Metro Arquitetura
Ano de início: 2007
Tipo de projeto: Museu e Teatro
Status: Construído/ Inaugurado
Materialidade: Concreto armado e aço
Localização: Vitória, Espírito Santo, Brasil
Área: 30.000 m²
O projeto do Complexo Cultural do Cais das Artes, localizado na Enseada do Suá, extensa área plana próxima ao Porto de Vitória, Espírito Santo. Em uma cidade tão reconhecida pela sua forte relação com a água e com o trabalho nas docas, a edificação se torna algo dual na mentalidade dos cidadãos ao ser um grande bloco de concreto na paisagem, criando um conflito entre natureza e construído.

O arquiteto e autor do projeto em conjunto com a Metro Arquitetos, Paulo Mendes da Rocha, capixaba apaixonado por seu estado, queria retribuir seu amor ao lugar que cresceu ao projetar o Cais. O próprio declarou que a construção é inspirada nos navios que passavam pelo porto que ele sempre admirava na infância, explicando por meio dessa metáfora, a materialidade e os 150 metros de comprimento e 25 metros de altura de concreto pensados pelo arquiteto.

Além disso, para valorizar o entorno e a importância do mar para a região, os arquitetos decidiram suspender os dois edifícios a fim de criar uma praça na esplanada para os cidadãos usufruírem e desimpedir a vista para a paisagem do local, destacando as montanhas de Vila Velha e o Convento da Penha, localizado do outro lado do canal, em frente ao conjunto projetado. Com a presença de equipamentos como cafés, livrarias e espaços para espetáculos cênicos e exposições ao ar livre, esse novo espaço urbano será um lugar de demonstração de cultura na cidade. O efeito de privilegiar o entorno ainda é intensificado no percurso de visitação do Museu, cuja circulação vertical em rampas e patamares cria varandas para a contemplação da natureza.

Paulo Mendes da Rocha, muito conhecido por seus croquis e suas maquetes para pensar em uma edificação, também executou esse processo de projeto nessa construção, explicando muitas de suas ideias com seus desenhos, reafirmando o explicado acima.




Textos nos croquis:
O monumental confronto entre natureza e construção, neste lugar, sugere os edifícios suspensos no ar e as visuais livres e desimpedidas, para a paisagem e o espetáculo dos trabalhos no mar.
No Teatro, o solo impróprio para construções abaixo do nível do mar exige que se eleve os níveis do palco e plateia, para adotar os embasamentos e maquinários de apoio do palco.
O Museu terá amplas aberturas para a praça sem incidência direta do sol.Uma luminosidade refletida do solo e uma visão dos eventos externos, no chão da praça.
A orientação excepcional permite que a circulação entre as áreas expositivas do Museu se faça pelo lado externo sul do edifício através de rampas cristalinas com visão para o mar, os navios e as montanhas de Vila Velha. A grande esplanada, entre a avenida e a muralha do cais, estará livre e destinada ao uso público, espetáculos, cafés, livrarias… exposições ao ar livre.
A materialidade do edifício segue os preceitos do brutalismo paulista moderno, no qual Paulo Mendes foi um grande expoente e a Metro sempre trouxe para seus projetos, com características como concreto armado aparente, criação de grandes vãos e destaque do perfil das estruturas e seus esforços muito presentes na construção.
Contudo, também há contribuições contemporâneas da Metro como a solução estrutural do projeto de um sistema interno de vigas metálicas que travam e suportam a carga da parte abaixo do grande bloco de concreto com um fechamento em placas cimentícias de tamanho diferente do resto para marcar essa mudança na estrutura, não deixando toda a estrutura apoiada nas duas grandes vigas de concreto armado protendido que sustentam o prédio e serão melhor explicadas mais à frente.



O complexo cultural é composto por dois edifícios principais — o museu e o teatro — além de um anexo administrativo, contando com uma área expositiva de 3mil m², um teatro de 1.300 lugares e um auditório para 225 pessoas
O Museu constitui o elemento mais marcante da composição arquitetônica. Sua estrutura é formada por um grande volume longitudinal suspenso sobre o terreno, apoiado por poucos pontos estruturais. No pavimento térreo localizam-se os acessos, áreas de recepção e espaços de circulação livre que conectam diretamente a praça pública ao edifício. Esse nível não foi concebido como um espaço fechado, mas como uma extensão do espaço urbano, permitindo que o público atravesse a edificação mesmo sem visitar as áreas expositivas.

A partir do acesso principal inicia-se o percurso interno do museu. Diferentemente de uma organização tradicional baseada em pavimentos independentes, o edifício utiliza um sistema de meios níveis conectados por rampas e plataformas. O primeiro nível expositivo abriga galerias destinadas a exposições temporárias e espaços de transição. Os ambientes apresentam grandes vãos livres e uma relação visual constante com os demais níveis, permitindo que o visitante compreenda o edifício como um espaço contínuo. Os meios níveis eliminam a sensação de ruptura entre os pavimentos e tornam a circulação parte fundamental da experiência arquitetônica.


Nos níveis intermediários concentram-se as principais galerias expositivas do museu. Esses espaços são organizados de forma flexível, possibilitando diferentes montagens e percursos. A presença de vazios internos e de pé-direitos duplos cria conexões visuais entre os diversos ambientes, permitindo que uma mesma exposição seja observada de diferentes alturas e perspectivas. Ao longo do percurso, as rampas conduzem gradualmente o visitante pelos espaços, revelando sucessivos enquadramentos da paisagem da baía e da cidade.

No nível superior encontram-se programas complementares, como biblioteca, auditório e áreas de apoio cultural. Esses espaços mantêm a mesma lógica de integração espacial adotada nas galerias expositivas. A circulação contínua faz com que os diferentes usos se relacionem entre si, evitando a fragmentação do programa arquitetônico. Nesse ponto do percurso, as aberturas do edifício oferecem vistas privilegiadas da Baía de Vitória, do porto e da paisagem urbana, reforçando a intenção do projeto de aproximar cultura e território.

O Teatro, localizado ao lado do museu, apresenta uma organização mais compacta e funcional. Seu programa é composto por foyer, plateia, palco, camarins e áreas técnicas necessárias às apresentações. A circulação interna foi planejada para separar os fluxos do público e dos artistas, garantindo eficiência operacional. Assim como no museu, a estrutura em concreto aparente define a linguagem arquitetônica do edifício e contribui para a unidade formal do conjunto.

O uso dos meios níveis constitui um dos aspectos mais relevantes do Cais das Artes, visto que ao invés de organizar os edifícios por pavimentos completamente isolados, Paulo Mendes da Rocha juntamente com os arquitetos da Metro compuseram uma sequência contínua de espaços conectados visualmente. Essa estratégia transformou o deslocamento em experiência imersiva nos distintos espaços, permitindo que a paisagem, a estrutura e os programas culturais fossem percebidos de forma integrada. Dessa maneira, o projeto ultrapassa a função de equipamento cultural e se consolida como uma infraestrutura urbana capaz de fortalecer a relação entre a cidade, a arte e o espaço público.
EDIFÍCIO PIETRO MARIA BARDI
fICHA TÉCNica:
Arquitetos: Metro Arquitetos
Ano: 2024
Tipo de projeto: Museu
Status: Construído
Materialidade: Concreto armado e aço
Localização: São Paulo, SP, Brasil
Área: 7.680 m²
MASP, um dos edifícios mais icônicos da arquiteta Lina Bo Bardi e fonte de visualização de todos ao se falar sobre a capital paulista. Mas como fazer um edifício que o complemente a altura, sem chamar tanta atenção quanto o próprio? O projeto edifício Pietro Maria Bardi soluciona esse embate. O terreno é rico e complexo, no qual as fachadas paralelas do projeto encontram-se em níveis diferentes, uma se fundindo à movimentada Avenida Paulista enquanto a outra se abre para o horizonte da cidade de São Paulo, exibindo a riqueza urbana e agitada em diferentes escalas.

Para o projeto, o antigo edifício Mont Adams teve sua estrutura de concreto existente parcialmente demolida e lajes intermediárias removidas para obter pavimentos com dimensões irregulares. Sob ele, uma nova estrutura metálica surge para permitir a integração plena do conjunto, tanto técnica, como de público, aumentando em 7 mil m² a área do museu e em 66% sua capacidade expositiva.

No térreo, vemos uma entrada que proporciona vista de dois pavimentos. Como condicionante da maioria dos projetos do Metro, o jogo de lajes e mezaninos propõe aos visitantes que explorem todo o térreo que abriga café, restaurante e elevadores, e o subsolo que conta com a bilheteria e loja. A escada que une os pavimentos é dividida entre circulação e arquibancada permitindo o acesso também à passagem subterrânea que dá acesso ao edifício principal para o público e para a passagem das obras no conjunto.

No pavimento acima, tem-se o primeiro espaço expositivo denominado como Sala Pietro 1, uma grande área totalmente livre é viabilizada a partir da estrutura metálica posta sob o antigo prédio, que alivia as cargas dos pisos de concreto acima e permite eliminar os pilares centrais do projeto original. A mesma planta se repete por 8 andares acima na qual abrigam do 2º ao 6º andar, galerias, seguidas por um laboratório de conservação e uma área dedicada à escola.


No 9º e 10 Andar, á área multiuso mostra mais uma das riquezas do projeto ao reviver a lógica do mezanino avistada no térreo, com uma pequena mudança singular e pouco sutil . Uma escada circular de concreto aparente ganha forma no pavimento ligando os dois níveis do espaço.

Por fim, o ultimo andar abriga o Ático, uma área técnica e restrita, mas que se conecta em um mesmo núcleo de circulação permitindo o acesso a todos os outros pavimentos e o acesso do público pelo térreo até às galerias de exposição.
Em volta de tudo isso, uma casca de chapas metálicas pretas faz seu papel na sustentabilidade e na proteção interna das obras à radiação solar, funcionando como "pele" protetora, que reduz a carga térmica e melhora a eficiência energética do edifício, diminuindo a demanda por climatização. A sustentabilidade é um dos pilares centrais do projeto, reconhecido pela certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Soluções para além da fachada metálica dupla e os sistemas inteligentes de ventilação foram desenvolvidas para otimizar o desempenho ambiental da edificação, reduzindo o consumo energético e assegurando conforto térmico aos usuários.
Para além de suas qualidades técnicas, a fachada metálica inovadora, ao envolver integralmente a edificação, confere ao conjunto uma volumetria pura e regular, estabelecendo um diálogo com o edifício projetado por Lina Bo Bardi e reforçando tanto o caráter funcional quanto o valor simbólico da ampliação.

Referências
ARCHDAILY BRASIL. Edifício Pietro Maria Bardi (MASP) / Metro Arquitetos. 2024. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/1026121/edificio-pietro-maria-bardi-masp-metro-arquitetos. Acesso em: 8 jun. 2026.
MASP – MUSEU DE ARTE DE SÃO PAULO ASSIS CHATEAUBRIAND. Edifício Pietro Maria Bardi. São Paulo, 2024. Disponível em: https://masp.org.br/masp-em-expansao. Acesso em: 8 jun. 2026.
METRO ARQUITETOS. Cais das Artes, Vitória, 2011. São Paulo: Metro Arquitetos, [s.d.]. Disponível em: https://metroarquitetos.com.br/projeto/cais-das-artes-vitoria-2011/. Acesso em: 8 jun. 2026.
METRO ARQUITETOS. MASP em expansão: Edifício Pietro Maria Bardi. São Paulo: Metro Arquitetos, [s.d.]. Disponível em: https://metroarquitetos.com.br/projeto/masp-em-expansao-edificio-pietro-maria-bardi/. Acesso em: 8 jun. 2026.
METRO ARQUITETOS. Plot Edição Especial n. 2 – Cais das Artes. São Paulo: Metro Arquitetos, [s.d.]. Disponível em: https://metroarquitetos.com.br/publicacoes/plot-edicao-especial-n-2-cais-das-artes/. Acesso em: 8 jun. 2026.
ROCHA, Paulo Mendes da; FERRARI, Anna; CORULLON, Martin; CEDRONI, Gustavo. Cais das Artes. Vitória: Governo do Estado do Espírito Santo, 2008.




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