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THIAGO BERNARDES

Foto do escritor: ACR 113
ACR 113
8 de jun.
22 min de leitura

Figura 01: Thiago Bernardes. Fonte: Harper's Bazaar UOL.


biografia


Nascido em 1974, no Rio de Janeiro, o arquiteto Thiago Bernardes, se tornou referência na arquitetura brasileira, não apenas por conta de suas obras isoladamente, mas também pelo legado que carrega, representando a terceira geração de uma linhagem familiar constituída por mais dois arquitetos: o avô, Sérgio e o pai, Cláudio. Desde o modernismo experimental da primeira até a produção contemporânea da última, observa-se uma continuidade marcada por rupturas criativas, invenções conceituais e forte compromisso com o contexto.


Figura 02: Thiago, Cláudio e Sérgio Bernardes. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Partindo do nome que deu início a essa espécie de dinastia arquitetônica, Sérgio Bernardes, nascido em 1919, tornou-se uma figura marcante da segunda geração de modernistas do Brasil. Ele trabalhou em diferentes escalas, projetando desde casas até grandes equipamentos urbanos, tendo sua trajetória marcada pela experimentação e inovação, mantendo-se ativo até 2002, ano de seu falecimento.


Em sobreposição ao trabalho de Sérgio, Cláudio Bernardes desenvolveu uma nova linguagem arquitetônica, mas que ainda assim, se conectava ao legado do pai. Intenso e dono de uma sensibilidade apurada, ele não se limitava à função técnica do arquiteto, buscava atuar como um criador de experiências espaciais e tinha uma produção voltada para a arquitetura residencial. Em 1976, Cláudio iniciou sua colaboração com Paulo Jacobsen, com quem fundou a sociedade Cláudio Bernardes & Jacobsen Arquitetura, no Rio. Eles trabalharam juntos até outubro de 2001, quando Cláudio teve sua vida e obra interrompidas por conta de um acidente.


Em função da perda repentina do pai, aos 25 anos, Thiago Bernardes entra em cena no contexto nacional da arquitetura, ainda no ano de 2001, criando um novo escritório, Bernardes + Jacobsen, ao se associar ao até então sócio de Cláudio, Paulo Jacobsen. A partir de 2005, Bernardo Jacobsen, filho de Paulo, se uniu à sociedade. Durante os onze anos de parceria, o escritório se destacou, principalmente, pela concepção de residências paradisíacas, em contextos de paisagens naturais, que incluíram quadros projetuais à beira-mar, na serra e no campo, que caracterizaram cada entrega do escritório. Nesse cenário, fica nítida a priorização da integração  das obras com a natureza, traduzida na escolha dos materiais e elementos construtivos. Em uma entrevista à revista Projeto, Paulo comenta como a nova fase da empresa com a terceira geração dos Bernardes se mostrou menos “intuitiva experimental” e mais “experimental tecnológica”, demonstrando a influência do filho de Cláudio. Nessa mesma entrevista, Thiago também reforçou a formação de uma equipe multidisciplinar e especializada, que permitiu mais “independência e tempo para a criação, enquanto a execução caminhava com qualidade”, diferenciando-se do processo do seu pai, que era mais centralizado. O arquiteto ainda reforça as diferenças entre a arquitetura paulista e carioca e como sua mudança para São Paulo em um certo período influenciou seus projetos, principalmente os aspectos e a historicidade industrial da cidade.


Assim como seus antepassados, Thiago Bernardes começou sua carreira na arquitetura muito antes de obter seu diploma na área. Ele se graduou como arquiteto apenas em 2018, quase 17 anos após suas primeiras produções. Portanto, é seguro dizer que a principal escola do arquiteto foram os escritórios de Sérgio e Cláudio Bernardes, onde cresceu, aprendeu e desenvolveu suas técnicas e linguagem própria, ainda que sensível à influência dos dois. Além disso, Thiago também enxergava o espaço de seu avô como um parque de diversões, principalmente por conta das maquetes, que permitiam que sua imaginação fluísse no meio dos projetos, aguçando sua percepção espacial. Seu trabalho pode ser definido como uma síntese contemporânea de seus dois antecessores, mas é importante reforçar que essa herança não é simplesmente reproduzida, mas sim reinterpretada pelo arquiteto.


É possível observar em seus projetos, a profunda fusão com a natureza que Cláudio pregava e a inovação e a experimentação propostas por Sérgio. Dessa forma, valores como materialidade, integração ambiental e personalização do espaço são preservados, mas também são atualizados, a fim de responder às demandas da arquitetura contemporânea, tanto em nível nacional, quanto global. Ao adicionar suas aplicações digitais e tecnológicas, que envolviam desde a concepção projetual até a escolha dos materiais, Thiago incorpora maior rigor formal, complexidade técnica e diversidade programática às suas obras, sem abandonar a centralidade da experiência espacial e da relação com o lugar. Assim, ainda assim é possível observar como seus projetos também são pensados para proporcionar sensações, como conforto, integração e bem-estar, e não apenas para atender a exigências funcionais; o arquiteto traz em foco, principalmente em seus projetos residenciais, a ventilação, a iluminação natural e o conforto ambiental, utilizando materiais naturais e explorando as condições climáticas e paisagísticas como parte essencial de suas obras.


Em prol da liberdade criativa e da possibilidade de foco em seus projetos independentes, os Jacobsen e Bernardes decidiram encerrar sua sociedade em 2012, dando abertura para que cada um seguisse seu próprio caminho. Somado à vontade de fortalecer e externar sua própria linguagem, Thiago Bernardes também tinha o desejo de dar continuidade ao legado da família, principalmente do avô, Sérgio. Na intenção de reafirmar o nome que as três gerações carregaram, em 2012, Thiago fundou a Bernardes Arquitetura.


Figura 03: Equipe da Bernardes Arquitetura. Fonte: Bernardes Arquitetura.


O escritório se consolidou não só no Brasil, mas também ao redor do mundo, contendo sedes em São Paulo, Rio de Janeiro e em Lisboa. Composto por nove sócios e mais de 130 profissionais, atua em diferentes escalas, realizando projetos de edifícios, residenciais, de interiores, comerciais, institucionais e até urbanísticos, como hoteis, restaurantes, instituições educacionais e culturais, condomínios e bairros. Assim, o escritório se caracteriza pela sua equipe multidisciplinar na elaboração de obras autorais de alto padrão.


Um dos fatores que contribui para essa diversidade de campos abordados são as diferentes formações de seus sócios, que contribuem desde a concepção até o detalhamento e a execução das obras. A equipe é composta por Nuno Costa Nunes, Marcia Santoro, Camila Tariki, Duarte Furlan, Francisco Abreu, Rafael de Oliveira, Thiago Moretti, Antonia Bernardes e Ilana Daylac.

  • Nuno Nunes, já trabalhou com Thiago, por dez anos, na Bernardes + Jacobsen Arquitetura e atualmente é Sócio - Diretor Executivo no escritório Bernardes Arquitetura;

  • Marcia Santoro, trabalhou com Cláudio e Jacobsen como coordenadora de Arquitetura de Interiores e posteriormente, passou a atuar com Thiago na estruturação de projetos;

  • Camila Tariki é arquiteta e urbanista, especializada em Design e Arquitetura de Interiores e faz parte da equipe da Bernardes Arquitetura desde 2012;

  • Date Furlan é coordenador das equipes de projetos do escritório desde a sua criação;

  • Francisco Abreu é responsável pelo escritório do Rio de Janeiro;

  • Rafael de Oliveira é arquiteto e coordenador de projetos na Bernardes Arquitetura, desde 2014, com sua atuação focada em tecnologia e sistemas construtivos nas áreas residencial, hoteleira e de serviço;

  • Thiago Moretti é responsável pelo escritório de Lisboa;

  • Antônia Bernardes faz parte da equipe de Interiores do escritório;

  • Ilana Daylac arquiteta e urbanista, trabalha na Bernardes Arquitetura desde 2012 e atualmente, lidera as equipes de interiores e arquitetura em Lisboa.


Tal estrutura coletiva formada por diversas realidades permite ao escritório lidar com diferentes contextos culturais e geográficos, mantendo uma linguagem que valoriza a relação com o entorno, o uso de materiais adequados e soluções técnicas refinadas.


Um dos desafios enfrentados pela Bernardes Arquitetura que Thiago destaca é a diferença entre projetar no Brasil e em Portugal, principalmente quando se analisa as condições culturais, técnicas e climáticas. No nosso contexto, há uma maior liberdade projetual e abertura para experimentações construtivas, apesar de apresentar maiores desafios na execução da obra. Por outro lado, no país europeu, as normas bem definidas e a boa previsibilidade na construção exigem que o projeto seja mais bem detalhado e preciso desde o seu início. Ainda, o cenário português demanda uma atenção a mais em relação ao contexto histórico e urbano, devido a sua cultura mais fechada, ao passo que, no Brasil, a inovação e diferentes soluções para se adequar ao clima ganham espaço.


Por fim, outra iniciativa do escritório de Thiago foi a concepção, em 2012, do Projeto Memória, com o objetivo de homenagear e preservar o legado dos Bernardes. Estruturado para ser um espaço de pesquisa e divulgação, reúne o acervo de Sérgio da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) com a finalidade de organizar, restaurar e digitalizar seus desenhos. Além disso, a iniciativa produziu exposições, publicações e um documentário sobre o arquiteto, chamado “Bernardes”. Assim, o escritório fomenta a pesquisa e incentiva estudos sobre a contribuição que essas três gerações trouxeram para a arquitetura brasileira.


Projetos

Cláudio Bernardes + Thiago Bernardes:


2000

  • Casa da Tenda, Rio de Janeiro - RJ


Bernardes + Jacobsen:


2002

  • Casa PS, São Paulo - SP


2003

  • Casa Ilha Josefa, Angra dos Reis - RJ

  • Casa FW, Guarujá - SP


2004

  • Casa DN, São Paulo - SP


2005

  • Casa GR, Praia da Baleia - SP

  • Agência MPM, São Paulo - SP

  • Pousada Maravilha, Fernando de Noronha - PE


2006

  • Casa CT, Bragança Paulista - SP

  • Casa JZ, Camaçari - BA

  • Casa FN, Itatiba - SP


2007

  • Casa JH, São Paulo - SP

  • TIM Festival, Marina da Glória - RJ

  • Casa RW, Búzios - RJ

  • APT Baboo, São Paulo - SP

  • Casa AMB, Guarujá - SP

  • Gerdau, Porto Alegre - RS

  • Casa GB, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa MA, São Paulo - SP


2008

  • Casa DB, São Paulo - SP

  • Casa RA, Natal - RN

  • Container ART, Parque Villa Lobos - SP

  • Vale - Edifício Sede Multinacional, Rio de Janeiro - RJ


2009

  • MIS - Museu de Imagem e do Som, Rio Janeiro - RJ

  • Casa Ponto, Araras - RJ

  • Doha Beach House, Doha - Qatar


2010

  • Casa JAQ, São Sebastião - SP

  • Casa ML, Porto Feliz - SP

  • Casa GP, Rio de Janeiro - RJ


2011

  • APT AM, São Paulo - SP

  • Casa MTL, Paraty - RJ

  • Instituto Moreira Salles, São Paulo - SP


Bernardes Arquitetura:


2012

  • Casa AB, Abu Dhabi - EUA

  • Casa RHG, Guarujá - SP

  • Casa AK, Angra dos Reis - RJ


2013

  • MAR - Museu de Arte do Rio, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa GCP, Porto Feliz - SP

  • Loja Celso Kamura, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa JCA, Trancoso - BA

  • APT Jardins, São Paulo - SP

  • APT Dois Irmãos, Rio de Janeiro - RJ

  • Hotel Jose Ignacio, Jose Ignacio - Uruguai


2014

  • Capela Joá, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa Delta, Guarujá - SP

  • Gurumê São Conrado, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa 12x12, Rio de Janeiro - RJ

  • Expo Milão, Milão - Itália


2015

  • Casa Terra, Itaipava - RJ

  • IMPA - Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, Rio de Janeiro - RJ

  • APT MD, São Paulo - SP

  • Edifício Aníbal, Rio de Janeiro - RJ

  • Reserva da Fazenda Boa Vista, Porto Feliz - SP

  • Casa CM, Paraty - RJ

  • Casa JZL, Rio de Janeiro - RJ


2016

  • Mozak Pepê, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa BP, São Paulo - SP

  • Casa Triângulo, São Paulo - SP

  • Instituto Brincante, São Paulo - SP

  • APT Água, Rio Janeiro - RJ

  • Casa CVL, Bragança Paulista - SP


2017

  • APT HGB, São Paulo - SP

  • Casa Origami, Porto Feliz, SP

  • Edifício Vila Nova Conceição, SP

  • APT AH, São Paulo - SP

  • Ateliê Luiz, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa Península, Guarujá - SP

  • Hotel Glória, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa PM, São Paulo - SP


2018

  • Hotel Fasano Angra dos Reis + Frad.E, Angra dos Reis - RJ

  • Casa POA, Porto Alegre - RS

  • Gurumê Tijuca, Rio de Janeiro - RJ

  • APT NS, São Paulo - SP

  • Cabana, Paraty - RJ

  • Hotel Fasano BH, Belo Horizonte - MG

  • APT CCM, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa Bela Vista, Campinas - SP

  • Casa ASA, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa ABK, Rio de Janeiro - RJ

  • Adega Santiago Rio, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa Pipa, Porto Feliz - SP

  • Barco Phenix

  • Escritório VC, Rio de Janeiro - RJ

  • APT LZM, Rio de Janeiro - RJ


2019

  • Hotel Arpoador, Rio de Janeiro - RJ

  • Edifício Gávea, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa CWN, Santana de Parnaíba - SP

  • Museu Powerhouse Parramatta, Sydney - Austrália

  • Edifício Urca, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa FG, São Paulo - SP

  • Casa EB, São Paulo - SP

  • Residencial Canto da Lagoa, Florianópolis - SC

  • Casa RMA, São Paulo - SP

  • APT MKT, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa RSF, Porto Feliz - SP

  • APT JDV, São Paulo - SP


2020

  • Faculdade de Educação, São Paulo - SP

  • Casa MAJ, São Paulo - SP

  • Casa JSL, Paraty - RJ

  • Torre Cidade Jardim, São Paulo - SP

  • Casa MLC, São Paulo - SP

  • Casa MLT, Mata de São João - BA

  • APT ASM, São Paulo - SP

  • Acqua Di Mare Comporta Rural Hotel, Comporta - Portugal


2021

  • Casa 3T, Paraty - RJ

  • APT VTL, São Paulo - SP

  • Hotel em Maraú, Maraú - BA


2022

  • Escritório CB, São Paulo - SP

  • Adega Santiago SP, São Paulo - SP

  • Expo Osaka (Pavilhão do Brasil), Osaka - Japão

  • Casa CLL, Porto Feliz - SP

  • Casa HGB, Porto Feliz - SP

  • Edifício Atlântico, Rio de Janeiro - RJ


2023

  • Casa MMC, Oeiras - Portugal

  • Restaurante Elena, Rio de Janeiro - RJ

  • Casa MMO, Rio de Janeiro - RJ

  • Inhotim, Brumadinho - MG

  • Casa GAK, Porto Feliz - SP


2024

  • Villas Fasano, Trancoso - BA

  • Edifício Figi, São Paulo - SP

  • Casa GMM, Angra dos Reis - RJ

  • Casa das Cordas, Angra dos Reis - RJ

  • Casa PMG, Paraty - RJ

  • Casa de Represa, Itaúna - MG

  • Casa LAP, São Paulo - SP


2025

  • Edifício Quinta do Alto, Caxias - MA

  • Reserva Pituba, Alagoas - BR

  • Edifício KAÁ, Curitiba - PR

  • Apartamento VPM, São Paulo - SP

  • Casa Tejo, Oeiras - Portugal

  • Casa Maria Comprida, Rio de Janeiro - RJ

  • Ipanema House, Palo Alto, Califórnia - USA

  • Apartamento Areia, Rio de Janeiro - RJ

  • Albuquerque Foundation, Sintra - PT

  • Forest House, Palo Alto, Califórnia - USA

  • Edifício Pascoal Vita, São Paulo - SP

  • Casa da Montanha, Rio de Janeiro - RJ

  • Varanda, São Paulo - SP

  • Casa FF, São Paulo - SP


2026

  • Edifício Marechal Carmona, Cascais - Portugal


2027

  • Edifício Ourá, São Paulo - SP


Premiações


2009

  • 47ª Premiação Anual do IAB-RJ: Vencedor na categoria "Edificações" com a Casa FN e na categoria "Arquitetura de Interiores e Design" com o projeto para a Agência MPM.

  • 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo: 3º lugar na categoria "Projetos" com a proposta para Vale - Edifício Sede Multinacional.


2012

  • 5º Prêmio O Melhor da Arquitetura, Revista Arquitetura & Construção, Editora Abril: Vencedor na categoria "Casa na Serra" com o projeto da Casa Ponte.


2014

  • Architizer A+Award 2014: Public Choice Winner na categoria "Cultural: Museums" com o MAR - Museu de Arte do Rio.

  • Concurso para o Pavilhão Brasil Expo Milão 2015: Menção Honrosa.

  • I Prêmio ASBEA/RJ: Vencedor na categoria "Residências Unifamiliares" com a Casa Delta. Menção Honrosa nas categorias "Edifícios Institucionais", "Hotelaria" e "Interiores" com os projetos Cidade do Cinema, Hotel Jose Ignacio e Gurumê, respectivamente.

  • 7º Prêmio O Melhor da Arquitetura, Revista Arquitetura & Construção, Editora Abril: Vencedor na categoria "Casa de Campo" com a Casa GCP.

  • Prêmio Casa Claudia Design de Interiores 2014: Vencedor na categoria "Loja" com o projeto da Loja Celso Kamura.


2015

  • Prêmio Casa Claudia Design de Interiores 2015: Finalista na categoria “Restaurante”, sendo eleito “preferido do público” na etapa de votação popular, com o projeto Gurumê.

  • Restaurant and Bar Design Awards: Finalista na categoria "Surface Interior", com o projeto do Gurumê.

  • II Prêmio ASBEA/RJ: Vencedor na categoria "Residências Unifamiliares" com a Casa Terra e Menção Honrosa na categoria "Edifícios de Serviço", com o projeto do Edifício Aníbal.

  • Architizer A+Award 2015: Vencedor do prêmio do júri nas categorias "Private Houses XL" e "Religious Building & Memorials" com a Casa Delta e a Capela Joá, respectivamente.


2016

  • Prêmio Ebramem/WWF de Arquitetura em Madeira: Menção Honrosa com o projeto da Capela Joá.


2017

  • World Architecture Festival: Finalista na categoria "Villa - Completed Buildings", com o projeto da Casa Triângulo.


2018

  • Prêmio ASBEA de Arquitetura: Vencedor na categoria "Residências", com o projeto da Casa Penísula.

  • Global Architecture & Design Awards: Vencedor na categoria "Private Residence", com o projeto da Casa Península e 2º lugar na categoria "Mixed Use", com o projeto do Hotel Fasano Angra.

  • World Architecture Festival: Finalista com o projeto da Casa Península.

  • Architizer A+ Awards: Vencedor na categoria Private House XL, com o projeto da Casa Península; Menção Honrosa nas categorias "Unbuilt - Private House" e "Unbuilt - Office Building Mid-Rise", com os projetos Membeca Águas e Edifício Vila Nova Conceição respectivamente; e finalista na categoria "Apartments" com o projeto do Apt HGB.

  • Young Architects of Latin America: Menção Honrosa e selecionado para exposição na 16º Bienal de Arquitetura de Veneza e livro, com o projeto da Casa Península.


2019

  • World Architecture Festival: Finalista na categoria “Completed Buildings: Villa” com as casas Asa e Pipa e na categoria “Future Project: Masterplanning” com o projeto Masterplan Paraty.

  • Architizer A+ Awards: Vencedor do prêmio de Voto Popular na categoria “Concepts Plus – Architecture + Prefab”, com o projeto da Casa Pipa.

  • Dezeen Awards: Finalista na categoria “Rural House” com o projeto da Casa Asa.


2021

  • Dezeen Awards: Finalista na categoria “Hospitality” com o projeto do Hotel Arpoador.

  • 59ª Premiação Anual IAB/RJ: Menção Honrosa na categoria "Interiores e Design" com o projeto do Hotel Arpoador, e em "Edificações" com a Casa Asa.

  • 8º Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake/Akzonobel: Finalista e um dos 13 selecionados para a exposição na sede do Instituto Tomie Ohtake, com o projeto "Refeitório e Centro de Nutrição em Madagascar".


2022

  • 60ª Premiação Anual IAB/RJ: Vencedor nas categorias "Edificação" com o projeto da Casa JSL, e em "Interiores e Design" com o projeto do Restaurante Gurumê Rio Sul

  • Architizer A+Awards: Vencedor pelo Voto Popular na categoria "Private Houses - XL >6000 sqft" com o projeto da Casa Asa, e finalista (Shortlist) em "Best Residential Firm" pelo conjunto da obra residencial construída ao longo da história do escritório.


2023

  • Best of Year - Interior Design: Finalista na categoria "Residence: Country House" com o projeto Casa CLL.

  • Architecture Masterprize: Vencedor na categoria Arquitetura Residencial - Residência unifamiliar, com os projetos Casa Asa e Casa CLL.


2024

  • Architecture Hunter Awards: Vencedor na categoria "Architecture: Residential & Home" com o projeto Casa GAK.

  • Architizer A+Awards: Vencedor selecionado pelo júri - Best Residential Firm.

  • Prêmio Sérgio Bernardes AsBEA/RJ de Arquitetura: Vencedor na categoria "Edifícios Industriais e Comerciais" com o projeto Elena Restaurante e na categoria "Residências" com o projeto Casa CLL. Menção Honrosa na categoria "Residências" com o projeto Casa GAK.

  • BLT Design Awards: Vencedor na categoria "Architectural design - Residential" com o projeto Casa GAK.

  • LOOP Design Awards: Vencedores como "Architecture Design Of The Year" com o projeto Casa GAK e "House Of The Year" com o projeto Casa CLL.


2025

  • World Architecture Festival: Finalista na categoria “Completed Buildings: Culture” com o projeto para Fundação Albuquerque.



Projetos Escolhidos


MAR - Museu de Arte do Rio


Figura 04: MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

FICHA TÉCNICA

Localização: Praça Mauá, 5 - Centro, Rio de Janeiro - RJ

Ano de início do projeto à conclusão da obra: 2010 - 2013

Área Terreno: 2.300,00 m²

Área Construída: 11.240,00 m²

Tipo de Projeto: Institucional

Autores: Paulo Jacobsen, Bernardo Jacobsen e Thiago Bernardes

Arquitetura: Bernardes + Jacobsen Arquitetura (Aline Bianca de Almeida, Bruna Fregonezi, Daniel Vannucchi, Edgar Murata, Fernanda Maeda, José Miguel de Sousa Ferreira, Lívia Ribas, Renata Leite, Maria Vittoria Oliveira, Maya Leal de Nobrega, Pedro Henrique Ramos, Priscilla Martins Costa e Veridiana Ruzzante)

Interiores: Bernardes + Jacobsen arquitetura (Eza viegas)

Paisagismo: Burle Marx e Cia ltda. 

Iluminação: Franco + Fortes

Estrutura: Cerne- Engenharia e Projetos/ GOP – Gabinete de Organização e Projectos

Acústica: Roberto Thompson Motta Arquiteto Ltda

CONTEXTO DE INSERÇÃO

O Museu de Arte do Rio fez parte do plano de reestruturação da zona portuária do Rio de Janeiro, aprovado em 2010. Assim, após a aprovação, logo no início deste ano o escritório Bernardes + Jacobsen Arquitetura- posteriormente desmembrado nos escritórios “Bernardes Arquitetura’’ e “Jacobsen Arquitetura” em 2012- foi o escolhido para a concepção do MAR. As obras iniciaram em outubro do mesmo ano e foram concluídas em março de 2013, tornando-se o primeiro marco do projeto de revitalização do Porto Maravilha.


Em meio à escolha do Rio de Janeiro como sede para eventos globais, tais como a Copa do mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, e a gritante necessidade de intervenções urbanas na Zona portuária do Rio de Janeiro, o plano de transformações “Porto Maravilha’’ surge, prevendo diversas operações urbanas, de infraestrutura viária, habitacional e cultural. Nesse contexto, um dos projetos pressupostos por essa revitalização foi a Renovação da Praça Mauá, onde seriam também inseridos o Museu do Amanhã e o MAR.


O MAR foi concebido sob a inusitada condição de prezar por três edificações preexistentes e conectá-las com o objetivo de abrigar o Museu de Arte do Rio e a Escola do Olhar. Frente à Praça Mauá, está o eclético Palacete D. João VI, de 1916 e que estava previamente relacionado a funções administrativas. Ao seu lado, encontrava-se um prédio modernista da década de 1940, que já abrigou a antiga sede da Polícia Marítima e, posteriormente, o Hospital da Polícia Civil, juntamente do antigo Terminal Rodoviário Mariano Procópio que prolongava-se desde o pilotis do edifício até a rua posterior. Assim, um dos desafios da proposta entregue ao escritório foi conciliar marcos de estilos historicamente oponentes para projetar aquilo que tornaria-se palco diante da nova iniciativa do Porto Maravilha.


Figura 05: Praça Mauá - Década de 1970. Fonte: Acervo O Globo.


Figura 06: Vista da Praça Mauá, do Palacete D. João VI e do prédio modernista antes da implosão do Elevado Perimetral. Fonte: Interpoli UFRJ.


Figura 06: Vista da Praça Mauá, do Palacete D. João VI e do prédio modernista antes da implosão do Elevado Perimetral. Fonte: Interpoli UFRJ.


Figura 07: Início das obras para derrubar o Elevado Perimetral. Atrás, o MAR. Fonte: Acervo O Globo.

VOLUMETRIA E MATERIALIDADE

Assim, partindo da característica mais excêntrica e notável do projeto previsto, a cobertura de concreto em forma de onda, que estende-se desde o telhado do eclético até o terraço do modernista, é concebida de modo a marcar uma distinguibilidade clara, capaz de reconhecer e de unir os edifícios e as características estilísticas envolvidos. Além disso, a cobertura proposta parte de uma sensibilidade precisa com a paisagem dos arredores portuários e que explicita, além disso, às curvas do modernismo brasileiro. Contudo, a curvatura nesse contexto remete mais à leveza da aleatoriedade das flexões de um plano líquido imprevisível e oscilante. Ela avança, repousa e projeta-se no topo dos edifícios, conectando-os sobre um mesmo domínio. A produção da obra consistiu na concretagem dividindo a cobertura em segmentos, assim permitindo a concretização da engenharia das sinuosidades previstas.


Acerca das modificações e das restaurações, o prédio modernista teve suas paredes removidas e elementos de sua fechada reformulados e vedados em alguns segmentos, a partir da incrementação faixas verticais de vidro esverdeado, destacando a transparência, revelando as colunas recuadas e criando um contraste com as faixas brancas horizontais das lajes. Além disso, o último pavimento foi subtraído para balancear a altura de ambos os prédios. Para o prédio da década de 1940, ficou designada a função de abrigar a Escola do Olhar. Já o Palacete de 1916 passou a acomodar as áreas de exposição do Museu. O edifício eclético, bem tombado, foi restaurado com mínima intervenção e teve seus vãos vedados, além de sua organização interna, de paredes espessas e ordenadas, apagada. Além disso, foi proposta uma ligação entre os dois prédios, que, de acordo com o escritório seria feita partindo da “condição mais insólita possível’’, assim, criou-se uma circulação sob a forma de uma passarela suspensa cravada na parte traseira das edificações.


Figura 08: Foto do Mar. Fonte: Jacobsen Arquitetura.


Figura 08: Entrada do MAR. Fonte: Jacobsen Arquitetura.


Figura 09: Cobertura do MAR. Fonte: ArchDaily.


Figura 10: Modelo da cobertura do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Figura 11: Vista da passarela suspensa entre a Escola do Olhar e o Palacete. Fonte: Bernardes Arquitetura.

FUNÇÕES, CIRCULAÇÃO E CIRTCUITO

Como foi dito anteriormente, as funções do MAR foram divididas de modo a concentrar o Museu no Palacete D. João VI e a Escola do Olhar no edifício modernista, que também abriga um andar administrativo e um bistrô no terraço.


Segundo o ponto de vista do visitante que chega no MAR, através do acesso principal entre o espaço aberto e coberto entre os dois edifícios, observa-se, primeiramente, o foyer no pilotis da seção modernista (à esquerda) e a praça de esculturas, seguida de uma loja-café e da bilheteria a medida que o sujeito adentra-se mais. No nível inicial de ambos os blocos estão também outras seções, como o de museografia, segurança, coleta seletiva, cozinha e gerador.


A intenção do circuito de visitação do Museu é que a visitação se dê de cima para baixo, assim, toma-se o elevador do bloco modernista até o sexto andar, em direção a uma espécie de praça suspensa na cobertura do prédio, onde estão o bistrô e uma área de varanda para eventos, com vistas para a paisagem da cidade carioca. Em seguida, o visitante segue pela passarela suspensa que conecta os prédios em direção ao palacete eclético, explorando seus quatro andares de exposição, descendo conforme a circulação vertical central. Enquanto isso, na Escola do Olhar concentram-se os espaços destinados à educação: uma sala para educadores, salas de oficina audiovisual, salas de atividades educacionais, uma sala para oficina de artes, uma sala para oficina de medição, uma biblioteca e um auditório.

Figura 12: Diagrama de setorização do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.



Figura 13: Implantação do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Figura 14: Planta Térreo do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 15: Planta Mezanino do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 16: Planta Primeiro Pavimento do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 17: Planta Segunda Pavimento do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 18: Planta Terceiro Pavimento do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 19: Planta Quarto Pavimento do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 20: Planta Quinto Pavimento do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 21: Planta Sexto Pavimento do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 22: Corte Longitudinal do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 23: Fachada do MAR. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Casa Triângulo


Figura 24: Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.

FICHA TÉCNICA

Localização: Bairro Cidade Jardim, São Paulo - SP, Brasil

Ano de início do projeto à conclusão da obra: 2013 - 2016

Área Terreno: 1825,00 m²

Área Construída: 1430,20 m²

Tipo de Projeto: Residencial

Arquitetura: Bernardes Arquitetura (Thiago Bernardes, Marcia Santoro, Camila Tariki, Gabriel Falcade Forti, Diogo Esteves, Marina Salles, José Miguel Ferreira, Mariana Matarazzo, Mariana Cohen, Marcelo Dondo)

Interiores: Claudia Moreira Salles e Bernardes Arquitetura

Paisagismo: Cenário Paisagismo

Iluminação: Studio ILuz / Lightworks (paisagismo)

IMPLANTAÇÃO E ESTRUTURA

A Casa Triângulo está inserida em um contexto de luxo na capital de São Paulo, no bairro Cidade Jardim, região residencial, majoritariamente, composta por casas de alto padrão. A entrada está posicionada em uma parte reservada e sem saída de sua rua de implantação. O terreno é separado da rua pública por um muro coberto de plantas trepadeiras e um portão metálico que concentra duas entradas, uma para pedestres e outra para veículos. A entrada de veículos dá acesso ao subsolo, onde está localizada a garagem da casa e a de pedestres dá acesso a um corredor descoberto que leva até à porta principal, que se abre para um outro corredor coberto, que leva até à sala.


Figura 25: Implantação e entrada da Casa Triângulo. Fonte: Google Maps (editada).


Pela planta de cobertura é possível observar como as formas da casa, da piscina, dos corredores e até mesmo do próprio terreno, conversam entre si, constituindo uma silhueta arquitetônica singular e identitária do projeto. Somado à foto aérea da casa, também é possível analisar a priorização da conexão do ambiente interno com o grande pátio externo da residência, que se dá pelo balanço da estrutura metálica em uma das extremidades do triângulo. Pelas imagens, fica visível que tanto a sala, localizada no térreo, quanto as janelas dos quartos, no primeiro pavimento, estão voltadas para a área comum e de convívio da casa, reforçando essa integração dos espaços.


Figura 26: Fotografia aérea da Casa Triângulo. Fonte: Instagram (@archgiz).


Figura 27: Planta de cobertura da Casa Triângulo. Fonte: Revista Projeto.


Essa distribuição estrutural é descrita pelo esquema, disponibilizado na Revista Projeto, que abrange os três pavimentos e suas conexões. O subsolo é composto por uma estrutura simples de concreto que envolve todas as extremidades do pavimento, constituindo uma base sólida para o piso superior. Já o térreo é composto por quatro empenas de concreto, que no projeto arquitetônico constituem paredes estruturais localizadas em planta em pontos estratégicos de circulação e de serviço, de maneira a não prejudicar o conceito aberto do pavimento em relação à área externa. Por fim, no primeiro pavimento, foi instalada uma estrutura metálica treliçada configurando um volume triangular, respeitando a decisão projetual que segue a leitura do terreno quanto ao seu perímetro e orientação solar, além de dar nome ao projeto. Além disso, essa formação estrutural em conjunto permite o grande balanço em uma das extremidades do triângulo no térreo, onde está localizada a ampla varanda gourmet. Ainda no primeiro pavimento, foi adicionada uma estrutura de brise em beiral, que além de dar mais leveza e sutileza à pesada e contrastante estrutura metálica, também permite uma proteção em relação à incidência solar nas áreas de descanso da casa.


Figura 28: Esquema estrutural da Casa Triângulo. Fonte: Revista Projeto.

Figura 29: Representação estrutural da Casa Triângulo. Fonte: Revista Projeto.

Figura 30: Detalhes do brise da Casa Triângulo. Fonte: Revista Projeto.

PLANTAS

A partir das plantas da Casa Triângulo, percebe-se uma setorização dos usos distribuídos entre os pavimentos, sendo o subsolo destinado, principalmente à área de serviço, o intermediário voltado ao social e o superior reservado ao setor íntimo. A conexão entre os andares ocorre por meio de dois principais núcleos de circulação: um destinado à serviços, composto por uma escada circular e um elevador; e o outro associado ao uso social, marcado por uma escada sofisticada de formato orgânico, como observa-se nas imagens a seguir.


Figura 31: Foto da escada no Pavimento Térreo da Casa Triângulo. Fonte: Linkedin (Bernardes Arquitetura).


Figura 31: Foto da escada no Pavimento Subsolo da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 32: Axonométrica da escada da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Começando o percurso da casa pelo subsolo, o acesso ocorre pela rampa da garagem que se conduz a um amplo espaço destinado para o estacionamento de carros. A partir dessa área, se ramificam três outros setores: em cima localiza-se a parte técnica, como a casa de máquinas para piscina; do lado esquerdo da planta encontra-se a lavanderia e o depósito; e na direita, há um núcleo semelhante a um apartamento para funcionários, composto por sala estar, cozinha, banheiro e quarto, bem como um jardim. Assim, este pavimento se caracteriza predominantemente por usos de serviço, como mostra a planta abaixo, marcada majoritariamente de amarelo.

Figura 33: Planta Pavimento Subsolo da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 33: Planta de setorização Pavimento Subsolo da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura (editada).


No pavimento térreo, há o acesso principal realizado por um longo corredor delimitado, de um lado, por um muro de concreto e, do outro, por um cobogó de madeira, que esconde um jardim, proporcionando maior privacidade à entrada. A direita da planta na parte superior ao corredor, concentra-se o conjunto de serviços deste andar, contendo a cozinha, a adega, a despensa e um lavabo. Seguindo adiante, o visitante é conduzido a escada principal do projeto e a área social da casa, destacando, a sala de jantar, a sala de estar e uma ampla varanda integrada à área externa da casa, composta pela piscina e pelo jardim. Já na extremidade esquerda da planta, localizam-se o quarto de hóspedes e a academia. Dessa forma, o pavimento térreo é marcado especialmente por ambientes voltados ao convívio, destacados de laranja na planta a seguir.

Figura 34: Planta Pavimento Térreo da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 35: Planta de setorização Pavimento Térreo da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura (editada).


Figura 36: Foto corredor de entrada no Pavimento Térreo da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Figura 37: Foto da varanda integrada com a sala de estar no Pavimento Térreo da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Figura 38: Foto da varanda e da área externa no Pavimento Térreo da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Subindo para o último andar, encontra-se na região central da planta, a sala de TV, que funciona como um distribuidor dos ambientes íntimos. Por meio dela, desenvolvem-se os dormitórios localizados à direita do triângulo, enquanto, próximo ao conjunto da escada e elevador, situam-se a rouparia, uma suíte destinada aos funcionários e um lavabo. Este está posicionado estrategicamente na extremidade da planta, uma área cuja geometria dificulta a disposição do mobiliário, tornando-a menos adequada para posicionar ambientes que demandam uma flexibilidade de uso e organização, como quartos. Na porção inferior esquerda, encontra-se o escritório com dois acessos, um diretamente conectado à escada e outro vinculado à suíte master. Os banheiros foram projetados pensando na individualidade dos moradores que o dividem, contando com a área de pia independente que favorece o uso simultâneo. Com isso, observa-se que este pavimento foi destinado predominantemente de uso familiar e privado, evidenciado pela predominância do azul na planta analisada.

Figura 39: Planta Pavimento Superior da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 40: Planta de setorização Pavimento Superior da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura (editada).


Figura 41: Foto da entrada do escritório pela escada no Pavimento Superior da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.


Por fim, os cortes evidenciam a organização dos ambientes e a sua articulação por meio de dois blocos principais de circulação vertical, destacados em vermelho no corte AA. Observa-se também, uma sobreposição funcional entre os pavimentos, em que os ambientes de uso social estão alinhados verticalmente, assim como os dormitórios, reforçando a lógica de setorização adotada no projeto. Além disso, percebe-se a estrutura modular que orienta a distribuição e delimitação dos espaços, aspecto bastante evidente nos quartos que seguem um padrão de organização e dimensionamento.


Figura 42: Corte AA da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 43: Corte AA de setorização da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura (editada).


Figura 44: Corte BB da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura.

Figura 45: Corte BB de setorização da Casa Triângulo. Fonte: Bernardes Arquitetura (editada).


Referências

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BERNARDES ARQUITETURA. Divisare, 2021. Disponível em: https://divisare.com/authors/2144744267-bernardes-arquitetura. Acesso em: 20 mar. 2026.


BERNARDES ARQUITETURA. Projeto, 2017. Disponível em: https://revistaprojeto.com.br/acervo/perfilbernardes-arquitetura/. Acesso em: 20 mar. 2026.


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ENTREVISTA: Paulo Jacobsen e Thiago Bernardes falam sobre suas influências, trajetórias e processo de trabalho nos sete anos de existência do escritório. Projeto, 2009. Disponível em:


MONTEIRO, KARLA. Arquiteto desde o berço, Thiago Bernardes projeta legado olímpico. Folha de S. Paulo, 2015. Disponível em: https://m.folha.uol.com.br/serafina/2015/11/1697704-arquiteto-desde--berco-thiago-benardes-projeta-legado-olimpico.shtml?loggedpaywall. Acesso em: 22 mar. 2026.


MARTINO, GIOVANA. Expandindo o legado moderno: a obra de Bernardes Arquitetura. Archdaily, 2021. Disponível em:  https://www.archdaily.com.br/br/970847/expandindo-o-legado-moderno-a-obra-de-bernardes-arquitetura. Acesso em: 19 mar. 2026.


SIMÕES, EDUARDO. O Globo. Reportagem “O Arquiamigo”, Revista ELA. 

Acesso em: 01 nov. 2025.


TEIXEIRA, CRISTIANE. Despertar sensações: o legado de Claudio Bernardes para a arquitetura. Casa Vogue. Dez. 2021. Disponível em: https://casavogue.globo.com/Arquitetura/Gente/noticia/2021/12/despertar-sensacoes-o-legado-de-claudio-bernardes-para-arquitetura.html. Acesso em 21 mar. 2026.


WENZEL, MARIANNE. Cem anos sem solidão. Casa Vogue, n. 405, p. 88-91, maio 2019.

 
 
 

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